Notícias de Negociação Semanal: 13 a 17 de Julho de 2026

Alex Solo
Alex
Solo
Notícias de Negociação Semanal: 13 a 17 de Julho de 2026

Três grandes eventos da semana serão ligados por um tema global: inflação. O CPI dos EUA, o PIB do Reino Unido e o CPI da zona do euro testarão a narrativa de "juros altos por mais tempo" e mostrarão se os bancos centrais podem ser forçados a apertar ainda mais a política monetária.

USD: Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA — Anual
14 de Julho, 15:30 horário MT

Projeção: 4,2% | Anterior: 4,2%

A inflação dos EUA deve permanecer em 4,2%, confirmando que a última alta nas pressões de preços está se mostrando persistente em vez de temporária. Um dado em linha com a projeção reforçaria o argumento de juros altos por mais tempo, enquanto qualquer surpresa para cima poderia reacender as expectativas de outro aumento de juros por parte do Fed. Com as expectativas de inflação também subindo, o USD pode seguir sustentado, já que os mercados aceitam que a política monetária deve continuar restritiva por mais tempo do que se pensava.

A questão chave é se o Fed pode ser forçado a manter a política monetária restritiva até 2027. Se a inflação superar as expectativas novamente, os rendimentos dos títulos podem subir, o dólar pode se fortalecer e os ativos de risco podem sofrer pressão renovada. Em um mundo onde a inflação está subindo novamente, o regulador pode ter pouca escolha senão permanecer firme – ou apertar ainda mais.

Instrumentos afetados: EURUSD, GBPUSD, USDJPY e outros pares com USD

GBP: Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido — Mensal
16 de Julho, 09:00 horário MT

Projeção: +0,1% | Anterior: −0,1%

A economia do Reino Unido deve retornar a um crescimento modesto após uma contração de 0,1% no mês anterior. Um crescimento de 0,1% ofereceria algum alívio, mas o cenário geral permanece difícil: a inflação está elevada, o crescimento é frágil e o Banco da Inglaterra tem pouca margem de manobra. Se a atividade se mantiver apesar dos altos custos de empréstimo, o argumento para manter as taxas restritivas se torna mais forte. Para a libra esterlina, um crescimento mais forte não é automaticamente uma boa notícia se também mantiver a pressão inflacionária ativa.

Uma economia resiliente poderia dar ao BoE mais margem para manter uma política restritiva – ou até mesmo apertar ainda mais. Outra contração, no entanto, reacenderia os temores de estagflação e deixaria os funcionários presos entre a atividade fraca e os preços persistentes. Com a inflação subindo globalmente, o Reino Unido enfrenta a mesma realidade: os juros podem precisar ficar mais altos por mais tempo.

Instrumentos afetados: EURGBP, GBPUSD, GBPJPY e outros pares com GBP

EUR: Índice de Preços ao Consumidor (CPI) da Zona do Euro — Anual
17 de Julho, 12:00 horário MT

Projeção: 2,8% | Anterior: 3,2%

A inflação da zona do euro deve ser confirmada em 2,8%, abaixo de 3,2%, oferecendo evidências de que o último aumento nos preços pode estar diminuindo. No entanto, a inflação permanece acima da meta de 2% do BCE, o que significa que a luta está longe de terminar. Dados mais fracos poderiam reduzir a urgência de um aperto imediato, mas uma renovada pressão energética rapidamente traria o debate de "juros altos por mais tempo" de volta ao foco.

O BCE, portanto, enfrenta um teste delicado: se a inflação continuar a recuar, a pressão por um maior aperto pode diminuir. Mas se as pressões de preços subjacentes permanecerem persistentes, os mercados podem ter que abandonar as esperanças de um rápido alívio da política monetária. Para o euro, a reação dependerá se os dados alteram a trajetória esperada das taxas. Em todo o mundo, os bancos centrais enfrentam o mesmo problema: a inflação está arrefecendo de forma desigual, e a política monetária não pode ser relaxada muito cedo.

Instrumentos afetados: EURUSD, EURGBP, EURJPY e outros pares com EUR