A depreciação acumulada é a soma total de todas as despesas de depreciação registradas para um ativo de longo prazo específico, desde o momento de sua aquisição até uma data específica. Ela funciona como uma conta redutora do ativo, o que significa que possui um saldo credor natural que compensa o custo histórico do ativo no balanço patrimonial. Ao subtrair esse valor do valor bruto do ativo imobilizado, os investidores podem determinar o valor contábil atual ou valor residual do ativo.
Essa conta é utilizada para confrontar o custo de um ativo imobilizado com os benefícios econômicos que ele proporciona ao longo de sua vida útil. Quando uma empresa registra a depreciação, ela debita simultaneamente uma conta de despesa de depreciação na demonstração do resultado e credita a conta de depreciação acumulada no balanço patrimonial. Diferentemente da conta de despesa, que é zerada ao final de cada exercício fiscal, o saldo da depreciação acumulada continua a crescer ao longo da vida útil do ativo.
Por exemplo, se uma empresa adquire um maquinário por 10.000 dólares e registra 1.000 dólares de depreciação anualmente, a depreciação acumulada aumentará em 1.000 dólares a cada ano. Após seis anos, o balanço patrimonial apresentará 6.000 dólares em depreciação acumulada. Isso reduz o valor contábil reportado do maquinário para 4.000 dólares, fornecendo uma visão mais clara do valor remanescente do ativo para o negócio.