A Enron foi uma grande corporação americana de energia e serviços que se tornou o centro de um escândalo massivo de fraude corporativa. Outrora considerada uma líder altamente inovadora em serviços de energia, banda larga e transporte, a empresa acabou entrando em colapso após ser revelado que seu sucesso financeiro era construído sobre um sistema de engano e dívidas ocultas.
A empresa operava criando estruturas organizacionais complexas conhecidas como veículos ou entidades de propósito específico. Essas entidades permitiam que a Enron tomasse empréstimos significativos e ocultasse enormes perdas comerciais de seus balanços patrimoniais. Ao manipular suas demonstrações financeiras e usar esses veículos para obscurecer seus níveis reais de dívida, a firma enganou investidores e reguladores sobre sua real saúde financeira.
Por exemplo, a Enron utilizava essas entidades para transacionar consigo mesma, efetivamente transferindo passivos para fora de seus registros para manter uma aparência de lucratividade. Esse otimismo excessivo, combinado com uma governança corporativa deficiente e expectativas de mercado irreais para seus serviços de banda larga e energia, levou a empresa a pedir falência. Após seu colapso, a firma passou por anos de acordos judiciais e reestruturação para reembolsar os credores.