O efeito Fisher é uma teoria econômica que explica a relação entre a inflação e as taxas de juros. Desenvolvida pelo economista Irving Fisher, a teoria postula que a taxa de juros real é independente de fatores monetários. Ela sugere que as taxas de juros nominais se ajustarão naturalmente para refletir as mudanças na inflação esperada, a fim de manter um retorno real estável para credores e investidores.
Para entender como funciona, considere a equação fundamental em que a taxa de juros real é calculada subtraindo a taxa de inflação esperada da taxa de juros nominal. Se a inflação aumenta, a taxa de juros nominal deve subir em um montante correspondente para manter a taxa de juros real constante. Se as taxas nominais não subirem juntamente com a inflação, a taxa de juros real efetivamente diminui, o que pode corroer o poder de compra do capital emprestado.
Por exemplo, se um banco oferece uma taxa de juros nominal de 5 por cento e os investidores esperam que a inflação seja de 2 por cento, a taxa de juros real é de 3 por cento. Se as expectativas de inflação subirem repentinamente para 4 por cento, o efeito Fisher sugere que a taxa de juros nominal deveria subir para 6 por cento para preservar o mesmo retorno real de 3 por cento. Esse ajuste garante que o credor seja compensado pela perda de valor causada pelo aumento dos preços ao longo da vida do investimento.