Em finanças e economia, um piso (floor) representa um limite inferior obrigatório estabelecido para uma atividade, preço ou transação específica. Ele serve como um patamar de referência que impede que um valor caia abaixo de um ponto predeterminado. Enquanto um teto atua como um limite superior, o piso garante que os participantes do mercado ou entidades reguladas permaneçam dentro de uma faixa aceitável, proibindo movimentos abaixo do nível definido.
Esses limites são frequentemente implementados por meio de regulamentação governamental ou acordos contratuais para estabilizar mercados ou proteger interesses específicos. Por exemplo, as autoridades podem definir um preço mínimo (floor) para bens como tabaco ou emissões de carbono para desencorajar o consumo ou gerenciar o impacto ambiental. Da mesma forma, no setor bancário, um piso para a taxa de juros é frequentemente incluído em hipotecas de taxa ajustável para garantir que as taxas não caiam abaixo de uma porcentagem específica, protegendo o retorno mínimo do credor.
Em um sentido prático, se um contrato especifica um piso de taxa de juros de três por cento, o mutuário nunca pagará menos do que esse valor, mesmo que as taxas de mercado caiam significativamente. Esse mecanismo fornece uma rede de segurança previsível para a parte que se beneficia do limite, garantindo que a transação adira aos padrões mínimos definidos pela política ou acordo vigente.