Alavancagem caseira refere-se à prática em que investidores individuais utilizam empréstimos pessoais para ajustar a alavancagem financeira de sua carteira de investimentos. Ao contrair empréstimos pessoais para adquirir ações de uma empresa sem alavancagem, um investidor pode replicar artificialmente o perfil de risco e retorno tipicamente associado a uma empresa que possui sua própria dívida corporativa.
Este conceito está enraizado no teorema de Modigliani-Miller, que sugere que a estrutura de capital específica de uma empresa não deve determinar inerentemente o preço de suas ações, pois os investidores podem espelhar essa alavancagem de forma independente. Ao tomar fundos emprestados pessoalmente, um investidor pode efetivamente desfazer ou recriar a estrutura de capital de uma empresa para melhor se alinhar à sua tolerância ao risco e aos seus objetivos de investimento.
Por exemplo, se um investidor detém ações de uma empresa que não possui dívidas, mas prefere os retornos potenciais de uma empresa alavancada, ele pode tomar dinheiro emprestado para aumentar sua posição. No entanto, essa estratégia é frequentemente complicada na prática por fatores do mundo real, como diferentes alíquotas de impostos entre empresas e indivíduos, bem como os custos variáveis de empréstimo, o que pode dificultar a replicação perfeita da alavancagem corporativa.