In specie é uma expressão em latim que significa "em sua forma real" ou "em espécie". No contexto financeiro, refere-se à transferência de um ativo de uma parte para outra em seu estado original, em vez de convertê-lo em seu equivalente em dinheiro. Este método aplica-se a diversas participações, incluindo propriedades físicas, ações de empresas e dividendos.
Essas transações funcionam movendo o ativo diretamente entre contas ou partes, sem a necessidade de um processo de liquidação. Como não há troca de dinheiro, o investidor evita a necessidade de vender um ativo e, posteriormente, recomprá-lo. Essa abordagem é frequentemente utilizada na gestão de portfólio para otimizar operações e manter posições de investimento existentes sem interrupção.
Por exemplo, se uma empresa é adquirida por outra firma, os acionistas podem receber ações da nova empresa em vez de um pagamento em dinheiro. Ao optar por uma transferência in specie, os investidores podem, muitas vezes, diferir impostos sobre ganhos de capital que, de outra forma, seriam acionados pela venda dos ativos por dinheiro. Essa flexibilidade torna o método uma ferramenta valiosa para o planejamento tributário e a gestão eficiente de ativos.