O Protocolo de Quioto foi um tratado internacional concebido para combater as mudanças climáticas globais, estabelecendo a redução das emissões de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa. Adotado em 1997 em Quioto, no Japão, o acordo baseou-se no princípio de que as nações industrializadas detinham a responsabilidade primária pela redução de seus níveis de poluição atmosférica para garantir a estabilidade climática.
Para funcionar, o protocolo estabeleceu metas específicas de redução de emissões para os países participantes. Ele operou por meio de períodos de compromisso, durante os quais esperava-se que as nações signatárias atingissem suas metas ambientais. Em 2012, a Emenda de Doha foi introduzida para estender esses esforços, definindo novas metas de redução para um segundo período de compromisso que durou até 2020.
Como exemplo prático de sua implementação, o tratado exigiu que os países desenvolvidos ajustassem sua produção industrial para limitar os gases de efeito estufa. Embora 192 países tenham se tornado signatários, o acordo enfrentou críticas de algumas nações, incluindo os Estados Unidos, que argumentaram que os mandatos impunham um ônus econômico injusto às economias desenvolvidas. O protocolo foi posteriormente sucedido pelo Acordo de Paris de 2015.