A Hipótese do Ciclo de Vida é uma teoria econômica que explica como os indivíduos gerenciam seus hábitos de consumo e poupança ao longo de toda a sua vida. Desenvolvida no início da década de 1950 por Franco Modigliani e Richard Brumberg, a teoria sugere que as pessoas buscam manter um nível consistente de consumo ao longo de suas vidas, ajustando seu comportamento financeiro com base em sua renda futura esperada.
Para alcançar essa estabilidade, os indivíduos geralmente tomam empréstimos quando jovens, antecipando que seus ganhos futuros permitirão o pagamento dessas dívidas. À medida que atingem a meia-idade e sua renda atinge o pico, eles entram em uma fase de poupança significativa para acumular patrimônio. Esse patrimônio acumulado destina-se a ser utilizado durante a aposentadoria, permitindo que o indivíduo mantenha seu estilo de vida mesmo quando sua principal fonte de renda cessar.
Na prática, isso cria um padrão de acumulação de riqueza em formato de corcunda. Uma pessoa começa com baixo patrimônio na juventude, atinge um pico durante os anos de trabalho na meia-idade e vê esse patrimônio diminuir durante seus anos finais. Embora a teoria forneça uma estrutura útil para entender o planejamento financeiro, ela pressupõe que os indivíduos sejam planejadores disciplinados que eventualmente esgotam seus ativos, embora, na realidade, muitas pessoas optem por deixar heranças ou possam enfrentar dificuldades com metas de poupança de longo prazo.