Crédito frouxo refere-se a um ambiente econômico no qual bancos e instituições financeiras relaxam seus critérios de concessão de crédito, tornando mais fácil e barato para indivíduos e empresas tomarem dinheiro emprestado. Frequentemente chamada de política monetária acomodatícia, essa abordagem é geralmente gerenciada por um banco central para estimular a atividade econômica e prevenir ou mitigar os efeitos de uma recessão.
Essa política funciona reduzindo as taxas de juros de referência e aumentando a quantidade de dinheiro disponível no sistema bancário. Quando os bancos centrais reduzem essas taxas, torna-se menos dispendioso para os bancos adquirir fundos, o que os incentiva a emprestar com mais liberdade aos seus clientes. Como resultado, as instituições financeiras podem reduzir suas exigências para a aprovação de empréstimos, permitindo que mutuários com classificações de crédito mais baixas acessem capital que, de outra forma, estaria indisponível.
Um exemplo prático disso ocorreu nos Estados Unidos entre 2001 e 2006, e novamente durante a crise financeira de 2008-2009. Durante esses períodos, o Federal Reserve reduziu a taxa de fundos federais a mínimos históricos para injetar liquidez na economia. Ao manter os custos de empréstimo mínimos, o banco central visava incentivar os gastos e o investimento, ajudando a apoiar a recuperação durante períodos de instabilidade econômica.