Os Estudos de Liderança de Michigan referem-se a uma série de projetos de pesquisa iniciados na Universidade de Michigan durante a década de 1950, sob a direção de Rensis Likert. O objetivo principal desta pesquisa era isolar comportamentos e princípios de liderança específicos que contribuem para níveis mais elevados de produtividade dos trabalhadores e maior satisfação no trabalho dentro de uma organização.
Esses estudos categorizaram a liderança em duas orientações distintas. Um líder orientado para os funcionários foca nos relacionamentos interpessoais e nas necessidades da equipe, enquanto um líder orientado para a produção prioriza os aspectos técnicos do trabalho e a conclusão de tarefas específicas. A pesquisa sugeriu que líderes que enfatizam o bem-estar dos funcionários frequentemente promovem uma força de trabalho mais produtiva e engajada em comparação com aqueles que dependem apenas de pressão direta e controle.
Por exemplo, um gerente que utiliza uma abordagem orientada para os funcionários pode priorizar a comunicação aberta e o apoio à equipe para melhorar o moral, acreditando que funcionários satisfeitos naturalmente produzem melhores resultados. Embora esses estudos permaneçam como um elemento fundamental da teoria comportamental de liderança, eles enfrentaram críticas ao longo dos anos por não levarem em conta as variáveis complexas de contextos de trabalho e ambientes de tarefas específicos.