Novas indicações referem-se a evidências que sugerem que um medicamento ou procedimento médico já em uso pode ser eficaz no tratamento de condições além de sua finalidade original. As empresas farmacêuticas identificam essas aplicações potenciais por meio de pesquisas contínuas e testes clínicos. Quando uma empresa anuncia tais descobertas, isso sinaliza que seu portfólio de produtos existente pode atender a uma gama mais ampla de necessidades médicas.
Para os investidores, novas indicações são frequentemente vistas como um sinal de alta (bullish). Reaproveitar um medicamento já aprovado é, geralmente, muito mais rápido e menos dispendioso do que desenvolver um novo fármaco do zero. Ao expandir o uso de um medicamento, uma empresa pode acessar fluxos de receita adicionais sem incorrer nos enormes custos de pesquisa e desenvolvimento tipicamente associados ao lançamento de um tratamento totalmente novo no mercado.
Na prática, esses desenvolvimentos são frequentemente comunicados por meio de comunicados oficiais à imprensa no site de relações com investidores da empresa. Por exemplo, se um medicamento originalmente aprovado para uma condição específica se mostrar eficaz para uma enfermidade diferente, a empresa buscará a aprovação regulatória para esse novo uso. Esse processo permite que a empresa estenda a vida comercial e o alcance de mercado de seus ativos médicos estabelecidos.