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Defesa Pac-Man

A defesa Pac-Man é uma estratégia corporativa empregada por uma empresa que enfrenta uma tentativa de aquisição hostil. Em vez de simplesmente resistir à aquisição, a empresa-alvo inverte a situação ao tentar adquirir a empresa que está tentando comprá-la. Ao comprar agressivamente ações do proponente hostil, a empresa-alvo visa obter o controle de seu agressor e forçá-lo a abandonar seus planos originais.

Para executar essa estratégia, uma empresa frequentemente utiliza sua reserva de emergência, que consiste em ativos líquidos como dinheiro, depósitos bancários ou títulos do Tesouro reservados para emergências. Se a empresa não possuir fundos internos suficientes, ela pode buscar financiamento externo para custear a compra das ações do proponente. Esse contra-ataque é projetado para criar uma situação em que o adquirente original precise se concentrar em sua própria defesa em vez de concluir a aquisição.

Embora essa tática possa ser uma maneira eficaz de sobreviver a uma oferta hostil, ela acarreta riscos financeiros significativos. O custo de adquirir outra empresa pode levar a altos níveis de endividamento, o que pode impactar negativamente os dividendos futuros ou resultar em prejuízos para os acionistas. Um exemplo histórico ocorreu em 1982, quando a Bendix Corporation tentou adquirir a Martin Marietta, levando o alvo a retaliar comprando uma participação controladora na Bendix.

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