Uma taxa de resgate é uma cobrança aplicada a investidores que vendem suas cotas de fundos mútuos antes que um período de carência específico tenha expirado. Também referida como taxa de saída ou taxa de negociação de curto prazo, esse custo é projetado para desencorajar estratégias de market timing e negociações frequentes que podem impactar negativamente o fundo. Ao impor essa penalidade, as gestoras de fundos visam proteger os cotistas de longo prazo dos custos associados à rápida rotatividade da carteira.
Quando um investidor vende cotas dentro do período designado, a gestora do fundo cobra a taxa com base no valor total das cotas sendo vendidas. Diferentemente das taxas de venda (sales loads) que podem ser destinadas a intermediários, o dinheiro arrecadado com uma taxa de resgate é adicionado diretamente de volta ao fundo mútuo. Esse processo garante que os cotistas remanescentes não sejam sobrecarregados pelos custos de transação gerados por aqueles que encerram suas posições prematuramente.
O prazo específico para essas taxas varia conforme o fundo, geralmente variando de 30 dias a um ano ou mais. Por exemplo, se um fundo impõe um período de carência de 90 dias, qualquer investidor que vender suas cotas no 45º dia estará sujeito à taxa. No entanto, se o investidor mantiver as cotas além do limite de 90 dias, ele poderá vender sua posição sem incorrer nessa cobrança adicional. A Securities and Exchange Commission (SEC) geralmente limita essas taxas a um máximo de 2 por cento do valor total da venda.