Ativos ponderados pelo risco representam o valor total dos ativos de um banco, como empréstimos e investimentos, ajustados com base em seu nível de risco inerente. Essa métrica é utilizada por reguladores financeiros para determinar o montante mínimo de capital que um banco deve manter para garantir que possa absorver perdas potenciais e permanecer solvente. Ao exigir que os bancos mantenham capital proporcional ao seu perfil de risco, os reguladores visam proteger os depositantes e manter a estabilidade financeira geral.
Para calcular esses ativos, os reguladores atribuem diferentes ponderações de risco a vários tipos de participações. Ativos considerados muito seguros, como dinheiro ou títulos públicos, recebem uma ponderação de risco baixa, o que significa que exigem menos lastro de capital. Por outro lado, ativos mais arriscados, como empréstimos corporativos, hipotecas ou derivativos, recebem ponderações mais altas, necessitando de um colchão de capital maior para contabilizar a probabilidade aumentada de inadimplência ou perda.
Por exemplo, se um banco detém uma grande carteira de empréstimos corporativos de alto risco, ele deve manter mais capital do que um banco que detém principalmente títulos públicos de baixo risco. Esse sistema incentiva os bancos a gerenciarem suas carteiras com cuidado, equilibrando a busca por maior receita de juros proveniente de empréstimos mais arriscados com a exigência regulatória de manter capital suficiente para suportar períodos de estresse econômico.