A Crise das Associações de Poupança e Empréstimo (Savings and Loan Crisis) foi um grande colapso financeiro ocorrido durante a década de 1980 e início da década de 1990, que levou à falência de quase um terço de todas as associações de poupança e empréstimo nos Estados Unidos. Este período de insolvência generalizada marcou a primeira crise bancária significativa no país após a Grande Depressão, resultando em bilhões de dólares em perdas e em um enorme resgate financiado pelos contribuintes.
A crise originou-se de uma combinação de taxas de juros voláteis e desregulamentação agressiva. À medida que as taxas de juros subiam, muitas instituições viram-se incapazes de competir com retornos de mercado mais elevados, levando-as a se envolver em empréstimos especulativos e investimentos de alto risco. Como essas instituições detinham depósitos segurados pelo governo federal, a falta de uma supervisão rigorosa criou um risco moral, no qual os bancos assumiram riscos excessivos com dinheiro público, levando eventualmente à insolvência da Federal Savings and Loan Insurance Corporation.
Na prática, o colapso forçou o fechamento de mais de mil instituições e desencadeou uma recessão no início da década de 1990. As consequências levaram a reformas regulatórias significativas para estabilizar o sistema financeiro e evitar falhas semelhantes. Por fim, o governo processou mais de 1.000 banqueiros por seus papéis na má gestão, e o setor foi amplamente reestruturado, incorporando as associações de poupança e empréstimo remanescentes ao setor bancário comercial mais amplo.