Autoseguro é uma estratégia de gestão de risco na qual um indivíduo ou organização reserva um montante dedicado de capital para cobrir potenciais perdas financeiras, em vez de contratar apólices de seguro tradicionais de terceiros. Ao reter o risco internamente, a entidade evita o pagamento de prêmios recorrentes a uma seguradora, contando com suas próprias reservas para lidar com danos ou passivos inesperados.
Essa abordagem funciona melhor quando as perdas potenciais são relativamente pequenas e previsíveis, tornando-a mais econômica do que pagar por uma cobertura externa. Para implementá-la, a entidade deve possuir ativos líquidos suficientes para gerenciar o impacto financeiro de um evento de perda. Em alguns casos, como para benefícios de saúde dos funcionários, as organizações podem estabelecer um fundo formal para gerenciar esses recursos, assumindo a responsabilidade pela administração e investimento que uma seguradora normalmente realizaria.
Por exemplo, um inquilino pode optar por fazer um autoseguro de seus bens pessoais em vez de contratar um seguro residencial se acreditar que o custo de possíveis perdas é menor do que o custo acumulado dos prêmios. Da mesma forma, uma empresa pode optar pelo autoseguro para compensação trabalhista ou benefícios de saúde. No entanto, esse método acarreta o risco de que os fundos reservados sejam insuficientes para cobrir uma catástrofe de grandes proporções, e não é uma opção quando exigências legais determinam a contratação de seguros específicos de terceiros.