Uma nota estruturada é um título de dívida híbrido que combina um título de renda fixa tradicional com um componente derivativo embutido. Ao integrar esses dois elementos, a nota cria um perfil de risco-retorno único que difere dos investimentos de renda fixa padrão. Como esses instrumentos são criados sob medida pelos emissores, eles não existem como produtos padronizados e dependem fortemente da qualidade de crédito da instituição emissora.
Essas notas funcionam vinculando seu desempenho a um ativo subjacente, como um índice de ações, commodity, taxa de juros ou taxa de câmbio. O derivativo embutido permite que o emissor modifique o retorno potencial, frequentemente limitando ganhos ou fornecendo proteção específica contra perdas. Devido à natureza altamente especializada dessas características, as notas estruturadas geralmente apresentam baixa liquidez, tornando difícil para os investidores vendê-las no mercado secundário antes do vencimento.
Por exemplo, um investidor pode adquirir uma nota vinculada ao índice S&P 500 que apresenta um limite de ganho de 10% e uma proteção contra quedas (buffer) de 15%. Se o índice tiver um bom desempenho, o investidor recebe retornos até o limite estabelecido, mas se o índice cair significativamente, o buffer oferece uma proteção limitada. Os investidores devem estar cientes de que, se a instituição emissora entrar em default, todo o investimento poderá ser perdido, uma vez que a nota carrega o risco de crédito do emissor.