No setor financeiro, o tailgating ocorre quando um corretor, consultor financeiro ou agente de investimentos executa uma operação em sua própria conta pessoal com base em informações fornecidas por um cliente. Essa prática envolve o agente realizar uma transação para si mesmo imediatamente após ou simultaneamente à ordem que acabou de processar para seu cliente. Embora o agente utilize a operação do cliente como um sinal para seu próprio lucro, ele está, essencialmente, aproveitando a atividade de mercado do cliente para ganho pessoal.
Embora o tailgating não seja estritamente ilegal sob as regulamentações atuais, ele é amplamente considerado uma prática altamente antiética dentro da comunidade de investimentos. Profissionais que adotam esse comportamento priorizam seus próprios interesses financeiros em detrimento de seu dever fiduciário para com seus clientes. Como o agente está agindo com base em informações não públicas derivadas da estratégia de investimento específica do cliente, a prática cria um conflito de interesses que pode prejudicar a confiança e a reputação profissional.
Por exemplo, se um consultor financeiro recebe uma grande ordem de compra de um cliente para uma ação específica, o consultor pode comprar rapidamente ações dessa mesma empresa para seu próprio portfólio antes que o mercado reaja à ordem do cliente. Ao fazer isso, o consultor espera se beneficiar de qualquer movimento de preço causado pela operação do cliente. Embora a SEC possa tomar medidas contra empresas que permitem tal comportamento, a principal defesa contra essa atividade continua sendo os padrões éticos e as políticas internas de conformidade das corretoras.