Tributação sem representação refere-se a uma situação em que uma população é obrigada a pagar impostos a uma autoridade governamental, apesar de não ter voz ou voto na criação das políticas desse governo. O termo originou-se como um grito de guerra dos colonos americanos, que acreditavam que ser tributado pelo Parlamento Britânico sem ter representantes eleitos naquele órgão era uma forma de tirania. Essa queixa serviu como um dos principais catalisadores da Revolução Americana.
Na prática, esse conceito destaca a desconexão entre a obrigação de contribuir financeiramente para um Estado e o direito de participar do processo político que dita como esses fundos são geridos. Quando os cidadãos são excluídos do processo legislativo, eles perdem a capacidade de influenciar as alíquotas de impostos, as prioridades de gastos ou as leis que regem seu cotidiano. Essa falta de agência é frequentemente vista como uma violação fundamental dos princípios democráticos.
Embora a Revolução Americana tenha buscado resolver essa questão para as colônias, ela persiste em contextos modernos. Por exemplo, os residentes do Distrito de Colúmbia e de territórios dos EUA, como Porto Rico, estão sujeitos a impostos federais, mas não possuem representação com direito a voto no Congresso dos Estados Unidos. Esses cidadãos cumprem suas obrigações financeiras com o governo federal sem ter um voto correspondente para influenciar as leis que os afetam diretamente.