A política monetária restritiva é uma estratégia utilizada pelos bancos centrais para desacelerar uma economia superaquecida ou conter a inflação em rápida ascensão. Ao implementar medidas contracionistas, o banco central visa reduzir os gastos gerais e arrefecer o crescimento econômico que está acelerando em um ritmo insustentável.
Para alcançar esse objetivo, os bancos centrais geralmente elevam as taxas de juros de curto prazo, como a taxa básica de juros (Selic, no caso do Brasil) ou a taxa de redesconto. Taxas mais altas aumentam o custo dos empréstimos para empresas e consumidores, o que desencoraja gastos e concessões de crédito. Além disso, o banco central pode vender títulos públicos no mercado aberto para absorver o excesso de capital do sistema financeiro, restringindo ainda mais a oferta monetária.
Por exemplo, se a inflação estiver subindo muito rapidamente, um banco central pode aumentar as taxas de juros para tornar os empréstimos mais caros. Como resultado, as empresas podem adiar projetos de expansão e os indivíduos podem reduzir seu consumo de bens e serviços. Essa redução na demanda ajuda a estabilizar os preços e a trazer a economia de volta ao equilíbrio.