A Maldição do Vencedor é um fenômeno em leilões de valor comum no qual o licitante vencedor paga mais por um ativo do que seu valor intrínseco real. Isso ocorre porque os licitantes frequentemente dependem de informações incompletas ou estimativas subjetivas para determinar quanto um item vale. Consequentemente, a pessoa que faz o lance mais alto é frequentemente aquela que tem a avaliação mais otimista, porém imprecisa, do valor real do ativo.
Essa situação geralmente ocorre quando vários participantes dão lances em um item com um valor compartilhado que é desconhecido no momento do leilão. À medida que o número de licitantes aumenta, a probabilidade de alguém superestimar significativamente o valor aumenta. O vencedor termina com o ativo, mas descobre que seu lance excedeu o valor real de mercado do item, levando a retornos menores do que o originalmente previsto.
Um exemplo prático disso pode ser encontrado na indústria petrolífera, onde o termo foi cunhado pela primeira vez por engenheiros de petróleo que observavam empresas dando lances por direitos de perfuração offshore. No mundo financeiro moderno, esse conceito também é frequentemente aplicado a ofertas públicas iniciais (IPOs). Os investidores podem se tornar excessivamente entusiasmados durante o processo de licitação, elevando o preço das ações bem acima de seu valor fundamental, apenas para ver esses retornos apresentarem desempenho inferior assim que o mercado se estabiliza.