O dólar americano apresenta pouca variação e continua a ser negociado com firmeza, apesar da acentuada deterioração do cenário geopolítico; o ouro registrou um dos movimentos mais significativos da semana, caindo cerca de 3,7% em dois dias e rompendo brevemente abaixo do nível de suporte de US$ 4.000 durante a noite; o EURUSD ampliou sua queda e agora é negociado quase exatamente em 1,12000, tornando este o principal nível técnico na reta final da semana; o Bitcoin voltou a sofrer pressão, com os US$ 82.000 falhando como suporte e o preço caindo em direção a US$ 81.000 durante a noite.
- Até o momento, não houve uma corrida generalizada em direção à moeda americana como porto seguro, mas seu apelo defensivo e as expectativas antes das decisões dos bancos centrais na próxima semana continuam a limitar a pressão vendedora.
- A atenção em relação ao ouro agora se volta para US$ 3.940, a mínima de junho e o preço mais baixo do ouro no acumulado do ano, o que pode se tornar o próximo grande alvo de baixa.
- Enquanto o patamar de 1,12000 no EURUSD se mantiver, é cedo demais para apontar uma continuidade decisiva da queda, embora os compradores agora tenham pouquíssima margem para erros.
- A incerteza geopolítica também está agindo contra o Bitcoin.
Panorama cambial
Foco de hoje:
XAUUSD
O ouro permanece em uma posição técnica frágil, e as próximas sessões devem determinar se o rompimento de US$ 4.000 marca o início de outra pernada de baixa ou a fase final da correção atual.
EURUSD
O euro enfrenta pressões diante de um USD resiliente, da incerteza geopolítica e da forte alta nos preços do petróleo.
BTC
A estrutura de curto prazo do Bitcoin continua fraca, e o ativo precisa recuperar US$ 82.000 para reduzir o risco imediato de outra pernada de baixa.
Sentimento de mercado
Uma semana que foi excepcionalmente calma em termos macroeconômicos está terminando de forma bem menos tranquila. Por enquanto, o Oriente Médio e o petróleo estão dando o tom, mas na próxima semana o foco voltará de forma decisiva para a política monetária, com uma série de importantes decisões dos bancos centrais — incluindo a do Fed — prometendo trazer um nível de atividade de mercado bem diferente.

